quinta-feira, 8 de maio de 2008

Manifesto Contra a Homofobia em Cabo Frio


Esse é um manifesto contra a crescente violência que atinge o cidadão GLBT no Município de Cabo Frio. Os números de assassinatos de homossexuais vêm aumentando nos últimos meses e já somam 5 casos até hoje (Dia 06 de maio). Não podemos nos calar diante dessa situação. O Grupo Cabo Free já está encaminhando ofícios à ABGLT, à Secretaria de Direitos Humanos do Governo do Estado, 126ª Delegacia de Polícia, à Comissão de Direitos Humanos da OAB Cabo Frio, à Comissão de Direitos Humanos da Alerj, à Comissão de Constituição de Justiça da Camara Municipal de Cabo Frio,à Secretaria Especial de Direitos Humanos do Governo Federal,ao Fórum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos, à Promotoria do Ministério Público, ao Comando do 25º Batalhão da Polícia Militar e à Secretaria Estadual de Segurança Pública cobrando empenho nas investigações e apoio na tomada de providencias urgentes. No entanto é preciso mais que isso e através desse abaixo assinado pretendemos mobilizar a população e as autoridades com relação a essa onda de homofobia no município.
Assine aqui

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Valeu B.F.


Então, gente, Gostaram do meu novo Logo?
Foi presente da B.F.
Sabem quem é, todas a conhecemos pois B.F. é a querida companheira que me permitam dizer:É arnárquica libertária!
Mas além disso, é uma pessoa a qual quero muito bem, que respeito e tenho grande admiração.
Então, esta querida libertária me enviou este lindo logo e disse simplesmente: "se gostar é teu!"
Mas eu fiquei muito contente, pois uma amiga querida, uma companheira toma parte de seu tempo e de seu talento e me faz um belo presente.
Me senti honrada!
Seu blog Uva na Vulva é o the must para nós lésbicas e todas que desejam um descortinar libertário.
Valeu B.F. obrigada por sua amizade e pelo seu maravilhoso uvanavulva!

Sapho em cena, primeiro programa para lésbicas

Programa 1 Segunda edição com documentário de Falando de mulheres e amores Está no ar Sapho em cena e os dois programas iniciais feitos especificamente para as para mulheres lésbicas brasileiras. Muito bom, ótima qualidade. Coloco os dois primeiros vídeo. Com certeza outros virão!!! Uau!!! Valeu meninas!

domingo, 4 de maio de 2008

Homofobia Internalizada


Homofobia internalizada
Quem eu? Homofóbica? Claro que não, sou homossexual assumida, só não gosto de lésbicas caminhoneiras e butches. Se eu gostasse de homem, namoraria um homem não uma caminhoneira!”.... hummmm num é que é???
Ou então assim ó:
“Ahhh não, gay tudo bem, mas tem cada um que pelamordedeus!!! São verdadeiras bichas, bonecas e minha gente, travesti é só pra gente rir!”
E tem mais:
“Transexuais? Ahhh isso é doença a pessoa não aceitar o corpo que Deus lhe deu???"
E quantas piadas repetem por ai quantos nomes que carregam em seu bojo a discriminação. E depois falam:
É brincadeira, eu não penso isto. Mas é um pensamento e isto é mental, e a homofobia é um sentimento de baixa-estima. Onde o que se está afirmando é: Eu sou homossexual, mas sou diferente... eu não sou como os outros.
O que está por trás destas piadinhas e atitudes é:
Eu não me aceito e não aceito o outro
Então, desculpe-me, mas vai no seco, sem anestesia:
Vamos tocar num ponto que muita gente nega, não reconhece e diz que não.
Uops... sim, a Homofobia internalizada!
E minha gente, ela é inconsciente!
Meyer e Dean (1998) definem Homofobia Internalizada como «o direcionamento das atitudes sociais negativas para o self da pessoa gay, levando à desvalorização desse self e resultantes conflitos internos e uma auto-imagem empobrecida».
Não sou nenhuma expert ou acadêmica em práticas terapêuticas.
Mas sou ser vivente e carrego meus 61 anos em experiências que me tornam o ser que hoje sou.
E isto significa uma trajetória.
Quer saber mais? Todas e todos nós temos homofobia internalizada!
Sabe aqueles momentos de nossa infância que gostávamos de brincar as brincadeiras ditas próprias do outro gênero?
Começamos a receber mensagens de que nosso comportamento era inadequado.
Começamos a perguntar o que está errado comigo?
Começamos a perguntar por quê?
E mesmo não tendo a ver com sexualidade nós sentimos que algo estava errado
Sentimentos de que o eu sou naturalmente está errado!
Tipo: Eu não aceito isto em mim.
E começo a ter sentimentos negativos sobre em mim!
E então... Se desde cedo eu percebo que aquilo que sou, me trás dor, eu construo um mecanismo para me defender da dor. E um dos mecanismos é esconder, internalizar, não aceitar e rejeitar no outro aquilo que me reflete!
E com o passar dos anos, já em nossa adolescência e vida adulta, tudo que ouvimos a respeito e mais o que ouvimos na sociedade, na mídia, nas pessoas nos levaram a nos sentirmos negativos e a baixa estima se estabeleceu!
E assim, internalizamos a homofobia!
A sociedade heteronormativa nos carimba assim.
Esta sociedade tem a heterossexualidade como compulsória! Antes mesmo de se revelar o gênero quando uma criança nasce a priori é hetero!
Então convido a reflexão, todas nós possuímos homofobia internalizada!
Mas podemos transpor este sentimento, compreendendo-o, aceitando-o como real e trabalhando-o. Nega-lo só o fortalece!
E se vocês duvidam, eu sei que a homofobia internalizada destrói a relação afetiva, mesmo que exista amor!
Então, se quisermos transformar o mundo, que tal começarmos por nós mesmas!

sábado, 3 de maio de 2008

E Ronaldo, o Fenômeno, fez Gol Contra!


Então tá, vamos combinar assim?
Gente é demais!
Então o meninão, o tal do Ronaldo dito o Fenômeno, sai pra balada, resolve fazer uma diferente, uma fenomenal e quer negar tudo arranjando uma desculpa mais que esfarrapada, preconceituosa.
Tudo bem, que se divirta como gosta, mas depois não venha dar uma de vitima.
Fala sério, nem fica bem!
O fenômeno, o malicioso nas jogadas, o trem que arraza, que passa como uma locomotiva, agora não vai querer fazer deste fato seu joguinho particular né mesmo?
Cheio de vitima e de marra!
Dribla o fato como se fosse o fenômeno em campo comentendo falta pra livrar-se do gol contra.
Então lança mão de baixaria colocando-se como vitima de roubo e drogas.Ahhhh, tá!
E faz um carrinho de má fé na travesti, mas não acaba só com o tornozelo dela.Arraza com tudo nela e em todas as travestis.
Ora, vamos...travestis nem sempre são prostitutas e o fato de algumas serem prostitutas não as colocam em situação de serem discriminadas pois há muito prostituição deixou de ser ilegal.
Agora a midia homofóbica e preconceituosa faz a festa.
Colocando como certa a versão do Ronaldão.
Colocando-a como mais convincente que da travesti.
E mais, os defensores fazem pressão pra que Ronaldão nem vá a delegacia, somente a travesti.URGH!!
Todos e a midia pré-julgam e já condenam as profissionais do sexo. E as travestis...isso nem se fala né!!
Gente, dá nojo a homofobia, vamos respeitar pelo menos a sua identidade de gênero, o ser mulher!
E Ronaldão, vá pro campo, lá voce joga melhor e é mais ético.
Aproveito este episódio para postar aqui um lindo poema de Rafael Vice presidente do Grupo Cabofree:
Quando eu era pequeno, minha mãe tinha um medo,
medo de que eu usasse suas roupas,
medo que um dia, eu quisesse usar batom,
como se eu já não soubesse o gosto,
como se eu já não fosse ela, quando ela não estava em casa...
o que minha mãe não sabia ou fingia não saber
é que por dentro eu era tão mulher quanto ela,
eu só não podia aparecer,
quem pode me entender?
quem tenta me entender?
talvez eu não precise ser entendida,
talvez eu não queira precisar,
mas antes de você me chamar de boneca...
saiba que as que quis ter não tive, a vida colocou parte delas em mim,
braços de uma, peitos de outras, e me fez sentir quem eu sou!
quem dera ser uma boneca de fato,
quem sabe estaria mais feliz no colo de sua filha do que no seu,
e se eu não achar que a prostituição não é meu caminho,
você aceita???????????
você me daria emprego??????
ou é mais fácil dizer que sou infeliz?
que sou perigosa????
provavelmente seus maridos não acham,
e eu sei quem sou, a minha luz,
os meus desejos, as minhas vitórias e tristezas.
e eu sei de mim, mais que você de você mesmo
mesmo porque sou no mínimo duas,
quem eu sou de verdade, sou quem aparento ser,
gente!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Juntas é tão bom!



Lançamos no tempo a semente

Fortalecendo, assim
Informando e partilhando com amor e solidariedade
Mulheres
Lésbicas, Bissexuais, Transexuais, Travestis
Nós não vamos nos dispersar, juntas é tão bom.
Saber que passado o tormento
Será nosso esse chão
E juntas fomos água dona da vida
Ouvimos os relatos tão comovidos
Chegamos, brincamos na fonte
E fomos como amiga
Demos água de beber
A todas as mulheres, mulheres amadas
Olhamos a raça valente
Chamamos
Fizemos a festa
Fizemos a rede
Fizemos o coletivo
Mulheres!
Depois da chuva o sol da manhã
Lavou temores, mágoas, o penar,
Cantamos e o nosso canto
Joga no tempo, uma semente
Gente, mulheres, olhamos as mulheres e
através delas olhamos toda sua gente.
Olhamos
Mulheres amadas
Cantamos, canto ainda, e, o nosso canto
joga no tempo nossa semente
Para crescer bonita
Para crescer feliz
Para crescer juntas
Olha essa gente , olha essa gente, olha essa gente
Voltaram a suas casas fortalecidas
Pois o nosso canto jogou no tempo a semente
Estamos vendo crescer bonita
Estamos vendo crescer feliz
Marola mansa da maré
Mulher amada
Mulheres amadas
Terra olha essa terra de raça valente.
Com a inspiração de todas as mulheres do Fortalecendo II!

Fortalecendo II



Um cordão. Um grande barbante branco, amarrando todas as mulheres juntas, tecendo uma grande teia no salão, unindo corpos e espíritos em um único abraço.

Foi assim que terminou o Seminário "II Fortalecendo, Articulando e Informando Mulheres Lésbicas, Bissexuais e Transexuais da Região Sudeste", realizado dos dias 24 a 27 de Abril no Rio de Janeiro e organizado pelo Movimento D'ELLAS/RJ.

Apesar do título se limitar ao Sudeste, a organização do evento decidiu ampliar seus objetivos, abrindo e priorizando inscrições que fugiam do circuito Rio - São Paulo - Minas.

Resultado?

Um grande encontro de mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais de todas as regiões, do Acre ao Paraná, de Rondônia a Pernambuco. Um cruzamento de experiências, idades e sotaques diferentes. Um belo aprendizado.

Entre rodas de conversa e palestras sobre orientação sexual, identidade de gênero e violência contra a mulher, as participantes discutiram problemas de suas regiões, debateram ações de fortalecimento dos grupos de mulheres e da luta contra toda forma de discriminação.

Entre os convidados para discussões e palestras estavam a deputada federal Cida Diogo (PT-RJ), Irina Bacci - do Coletivo Feminista de Lésbicas, Yone Lindgren - do Movimento D'ELLAS e uma das organizadoras do evento, Jussara Bernardes - presidente do Grupo Arco-Íris de Conscientização Homossexual (GAI-RJ) e Sônia Correa - pesquisadora da Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA).

Nos olhos curiosos, nos ouvidos atentos ou nos sotaques tão distintos, mais de 90 mulheres se esforçaram em construir um encontro único, que percorreu desde depoimentos sobre violências vivenciadas à curiosidade do pensamento político.

Da falta de intimidade do início - e do se sentir tímida - mulheres jovens e maduras souberam achar seu ponto de equilíbrio em debates sérios ao exporem suas idéias. Ao final do último dia, elas eram iguais, únicas, formando um todo - mesmo que individuais - unidas por um barbante branco.

O Seminário II Fortalecendo foi um exemplo de discussão civilizada, amigável e afetuosa. Claro que todo evento tem seus problemas, pois pessoas são ímpares e cada uma tem seu tempo. Mas dentro do tempo do evento, as mulheres conseguiram se tornar uma engrenagem essencial.

Parabéns para a organização, para os voluntários e para as participantes que fizeram desse seminário um exemplo de conscientização política.

Martha Vasconcelos