sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Uma nova brisa nos ronda, uma imensa onda nos impulsiona surfar ou seremos engolidas por ela!

Desculpem-me, sei que os posts sobre Portugal vão ter que esperar mais um pouco. Sabe o que é, gente? É que nossa sociedade está dando saltos, como se tivéssemos encontrado, finalmente, o fio da meada perdido a long time ago! Põe long time nisso! Então, temos um líder na Assembléia Geral da ONU que tá botando pra quebrar. Ué, ele é padre, e peço aqui licença, pois felizmente, os rótulos nem sempre se justificam. E quiça eu os justifico! Aqui, deste meu cantinho terceiromundista, como uma carioca com discernimento, pratiquei a apostasia. Ou seja, abri mão de forma consciente e muito prática da tal ICAR! Sorry, mas isto não me impede de ver e reconhecer os magníficos seres humanos que optaram por ser padres, por exemplo: Dom Helder Câmara, Leonardo Boff(este foi expulso da ICAR, hehehehehe), o estupendo Dom Paulo Evaristo Arns, (este enfrentou a polícia e a cavalaria da ditadura dentro da Igreja), e outros que não me vem à memória agora. Então vambora lá falar de mais um incrível padre. Trata-se de Miguel d’Escoto Brockmann. Atual presidente da Assembléia Geral da Onu. Um pouco dele vc pode encontrar aqui neste link E um excelente artigo sobre o que está a rolar na ONU aqui neste ótimo texto do Leonardo Boff "Esta Sociedade Merece Sobreviver?". O Miguel está bolindo em casa de marimbondo, entre outras coisas, ele já se colocou frontalmente contra a Monsanto, aquela dos trangênicos e das atitudes antropofágicas no mercado. Eu tenho sempre afirmado e postulado, com ênfase, a nossa nova condição e potencial de nos tornarmos seres humanos soberanos. Soberania passa por muita coisa, sobretudo pela auto-estima, pelo reconhecimento de quem somos! Este é um caminhar da humanidade e ele é inexorável. Não importa minimamente que alguns e algumas achem isto utopia, não importa! Porem eu vou percebendo os sinais aqui e ali, vou mesmo. Olha só um deles, para reforçar minha tese, sabemos que a ONU é um reduto de altos interesses do sistema, deste sistema falido e cruel que teima em arrastar a humanidade sob grilhões. Seja ele capitalista, comunista neo-socialista o que for, é velho, ultrapassado e mau cheiroso! Mas desde 2008 que temos lá o Miguel d’Escoto Brockmann, e não tem nada a ver com o fato dele ser Sandinista, podia ser o diabo a quatro que eu não o reconheceria como um portavoz de porra nenhuma! Acontece que ele está com uma postura aberta, e até que me provem o contrário nova onda mesmo! Me acende uma alegria imensa na alma, me mostra que algo tá rolando e muito bem rolado! Esperanças? Alegrias? Desejos do novo? De que finalmente uma luz se faça clara e bem distinta no final deste túnel escuro que estamos a ultrapassar nos últimos milênios? Hummmm estou tão acostumada a ver os ícones da "liberdade" se esborracharem na improbidade (de pensamento, palavra e ação) que meus três fios de barba estão de molho há éons. Mas sinto, em mim, ao meu redor, no ar, no mar e na terra, assim como no fogo que há uma nova onda rolando, daquelas que a gente se assusta com o tamanho, acha que vai morrer tal a força e a imponência, mas, olha a gente surfando nela com habilidade e graça. Ora, ora, ora, e não é que em junho foi lançado o "Outcome Document" na Conferência Internacional das Nações Unidas sobre a Crise Financeira e Econômica Mundial e Seu Impacto sobre o Desenvolvimento. "Até ai, morreu Neves" como dizemos por aqui,pois foi nesta mesma ONU que se produziu a declaração dos Direitos Humanos e o que se viu e se ve por ai até hoje? Milhões de seres humanos com seus direitos usurpados! Porem o discurso do Presidente da Assembléia Geral da Onu, o Miguel d’Escoto Brockmann, merece ser reproduzido, apreciado e...aguardado os resultados. É certo que por força do hábito ( na acepção da palavra) ou da batina, alguns conceitos expressos são baseados em sua crença, mas trata-se apenas de crença que a nova onda lava! É um humano polêmico? sim é. Tem suas diferenças religiosas? hummm sim, tem, mas elas são apenas arestas que não invalidam tal figura, tal discurso e tal ímpeto do novo! "Nova York, 26 de Junho de 2009 Excelências, Colegas das Nações Unidas, Representantes da Sociedade Civil, Irmãos e irmãs, Chegamos à metade do terceiro dia desta histórica conferência das Nações Unidas sobre a Crise Financeira e Econômica Mundial e seu impacto sobre o desenvolvimento. Parabenizo a todos por ter iniciado, com êxito, a conversação global sobre a crise econômica que ainda continua se desenvolvendo e também por ter dado inicio a uma profunda e sem precedente revisão da estrutura financeira e econômica internacional. O mundo teve a oportunidade de escutar as vozes do G-192. Todos os membros da Assembléia Geral tiveram e continuam tendo a oportunidade para expressar seus pontos de vista. Hoje, nossos esforços têm sido coroados com a adoção por consenso de um “outcome document” que representa o primeiro passo dentro do que será um longo processo para pôr o mundo em um novo caminho até a SOLIDARIEDADE, estabilidade e sustentabilidade. A Assembléia Geral das Nações Unidas, o G-192, já foi estabelecido como o foro favorável para discutir os assuntos das finanças e economia mundial, isto em si já é uma grande realização. Também, foi pedido à Assembléia Geral para dar continuidade a este assunto através de um grupo especial de trabalho de composição aberta. Os assuntos para continuidade envolvem desde a diminuição da crise, incluindo os temas de Estímulos Globais, Direitos Especiais de Giro (DEGs) e Moedas de Reservas, até temas sobre a reestruturação dos sistemas e estrutura, financeiros e econômicos, incluindo a reforma das instituições financeiras internacionais e o rol das Nações Unidas, a dívida externa, o comércio internacional, os investimentos, os impostos, assistência para o desenvolvimento, Cooperação Sul-Sul, novas formas de financiamento, corrupção e fluxos financeiros ilícitos, regulamento e supervisão. Ao mesmo tempo, se reconhece que a crise financeira e econômica não deveria retardar a resposta mundial necessária à mudança climática e a degradação do meio-ambiente através de iniciativas para alcançar uma “economia verde”. O G-192 provou ser capaz de concordar, por consenso, com a realização desta Conferência, suas modalidades e um documento substantivo final sobre assuntos de grande relevância para a humanidade. Foi, também, capaz de definir um caminho a seguir para levar adiante o processo a partir das Linhas de Ação do Documento Final desta Conferência. Foram 3 dias muito prósperos, de trabalho e, agora que o documento final já foi formalmente aprovado, devemos parabenizar a todos e especialmente parabenizar nossos co-facilitadores, os Embaixadores Frank Mayoor do Reino dos Países Baixos e o Embaixador Camilo Gonsalves de San Vicente e Granadines. É claro que nós também expressamos nosso mais profundo agradecimento à Comissão Presidencial de Peritos, tão habilmente coordenada pelo Professor Joseph Stiglitz. Estamos felizes, porém, não contentes, ou melhor, não completamente satisfeitos. Há outras crises que surgem no horizonte, como a da água potável, a do aquecimento global, alimentação, a energética e a humanitária, dos milhões de irmãos e irmãs, especialmente dos menores, que passam fome e têm sede. Essas crises, nós temos que confrontá-las, todos juntos. Nossas propostas de hoje apontam nessa direção. Porém, ainda há muito para ser feito. Estamos felizes pelas manifestações de vontade política, de assumir nossa responsabilidade comum em cooperar, porém, não estamos satisfeitos enquanto estas questões urgentes não forem resolvidas. Minha função, como Presidente desta Assembléia Geral, onde se reúnem os representantes de todos os povos da Terra, é os convidar a olhar para longe, ir além da economia, olhar com esperança o futuro comum da Terra e da Humanidade. Cabe então perguntar: Qual é o próximo passo? Não necessariamente o próximo passo da economia, mas, da humanidade. Para onde vamos? Provavelmente, neste momento, ninguém sabe responder a isto com uma certeza. Porém, se não sabemos, podemos todos juntos, buscar e criar os consensos que podem nos conduzir até um cenário de esperança para todos e para a Mãe Terra. Neste contexto, me vem à mente a visão de um grande cientista, arqueólogo que era ao mesmo tempo um místico, o francês Piere Teilhard de Chardin. Na China, onde fazia suas investigações sobre o "homopekinensis", ele teve uma espécie de visão. Olhando os avanços tecnológicos, comerciais e das comunicações que reduziram as distâncias e davam as bases do que ele preferiu chamar mundialização, em vez de globalização, Teilhard de Chardin dizia já nos anos 30 do século passado: estamos assistindo à emergência de uma nova era para a Terra e a humanidade. Vai irromper, nos dizia Chardin, a Noosfera, depois de ter irrompido no processo evolutivo a antroposfera, a biosfera, a hidrosfera, a atmosfera e a litosfera. Agora é a nova esfera, a esfera das mentes e dos corações sincronizados: a noosfera. Como sabem noos (nus) em grego significa espírito e mente unidos ao coração. Para onde vamos? Permito-me acreditar e esperar que vamos todos assistir à lenta, porém irrefreável erupção da noosfera. Os seres humanos e os povos vão se descobrir e se aceitar como irmãos e irmãs, como família e como uma espécie única, capaz de amar, de ser solidário, compreensivo, não violento, justo, fraternal, pacífico e espiritual. É uma utopia? Sim, uma utopia, porém, uma utopia necessária. Ela nos orienta em nossas buscas. A utopia é, por sua natureza, inalcançável. Porém é como as estrelas: são inalcançáveis. Mas o que seriam nossas noites sem as estrelas? Elas seriam pura escuridão e nós estaríamos sem rumo e perdidos. Por isso a utopia nos dá direção e sentido de viver e de lutar. Então, a noosfera é o novo passo para a Humanidade. Permita-me uma pequena divagação: Se no tempo dos dinossauros, que viveram há mais de cem milhões de anos na Terra e que desapareceram há uns 65 milhões de anos atrás, um observador hipotético se perguntasse qual seria o próximo passo na evolução, provavelmente teria pensado: mais do que o mesmo. Quer dizer, dinos até maiores e mais vorazes. Porém, com esta resposta haveria um engano. Este observador hipotético nunca teria imaginado que um pequeno mamífero, não maior do que um coelho, que vivia no alto das árvores, alimentando-se de flores e brotos, tremendo de medo em face à possibilidade de ser devorado por algum dinossauro, acabaria sendo nosso ancestral. Dele, milhões de anos depois, surgiu algo absolutamente novo, com qualidades completamente diferentes das dos dinossauros, um ser portador de consciência, de inteligência e de amor: o ser humano, e nós, que estamos aqui reunidos somos os seus descendentes. Então, não era mais o mesmo. Foi uma ruptura, foi um novo passo. Eu acredito firmemente que hoje, outra vez, estamos diante de um novo passo no processo evolutivo: o passo para uma humanidade unida entre si, unida com a natureza, unificada com a Mãe Terra. Quase me atrevo a repetir: "Eu tenho um sonho!” Sei, é que realmente é um sonho. Um sonho grandioso, bom e feliz. O novo passo terá como conteúdos principais: a vida em todas as suas formas, a Humanidade com todos os seus povos e etnias, a Terra como Mãe com toda a sua vitalidade e a economia criando as condições materiais para que tudo isso seja possível. Vamos precisar do capital material acumulado, porém, a atenção estará no capital humano e espiritual cujos frutos melhores são a fraternidade ou irmandade, cooperação, solidariedade, harmonização, justiça econômica e ecológica, compaixão e capacidade para viver alegremente com todas as diferenças, na mesma Casa Comum, a grande e generosa Mãe Terra. Dizem por aí que Jesus, Buda, Francisco de Assis, Rumí, Tolstoy, Gandhi, Dorothy Day e Martin Luther King e tantos outros grandes profetas e mestres do passado e do presente, cada país e cultura com os seus, já teriam, antecipadamente, dado este novo passo. Todos eles são nossos mestres seminais, nossas estrelas guias, que alimentam em nós o princípio da esperança que nos garante que ainda temos futuro, um futuro bem-aventurado para todos. Como disse muito bem o nosso querido irmão Joseph Stiglitz: "O legado da atual crise econômica e financeira será uma batalha de alcance global em torno de idéias". Eu acredito firmemente que serão novas idéias, novas visões e novos sonhos, que galvanizarão nossos espíritos e nossos corações. Os velhos deuses estão agonizando, os novos estão nascendo com vigor de um recém nascido. Minhas reflexões querem ancorar energia e entusiasmo para essa batalha de idéias e de visões. Para poder dar o salto qualitativo para frente, nós humanos devemos desistir de nossa obstinação em acreditar sermos donos e senhores da criação, proprietários, esquecendo que somos apenas os mordomos - que, além disso - já é muito. Só quando aceitarmos que somos os tutores e não os donos e que um dia teremos que prestar contas de nossa tutoria (stewardship), só então resplandecerá a grandeza de nossa humanidade. Muito Obrigado." Assim é!

domingo, 6 de setembro de 2009

A caminhar por este delicioso Portugal

Portugal é quase do tamanho de Santa Catarina. E no entanto é absolutamnte rico e com uma diversiade natural deliciosa. Me parece que todos os climas do mundo lá estão, assim como todas as belezas naturais. Cada região um diferencial natural e arquitetônico, assim como de seu povo. E dentro desta linda diversidade, há a arte. Sou uma neófita quanto a Musica Popular Portuguesa, mas vou falar do pouco que sei, a começar por Rodrigo Leão. Rodrigo Leão, entre muitos e muitas, que minha amada me apresentou é uma incrível representatividade da beleza e da estonteante música portuguesa. Bom, eu cá não sou a pessoa mais indicada a falar da Música Portuguesa. Minha amada é que é aquela apropriada e cultamente repleta de conhecimentos. Bom, ela me apresentou a música folclórica, as riquezas, por exemplo, das minhotas! E eu a tudo fui percebendo, fui vendo com alegria e muita emoção, tanto nos olhos quanto na alma. SAbe, gente? Nós precisamos , mesmo, saber um pouco mais da nação de nossos descobridores! Puxa, somos ignorantes nisso! A começar pela tecnologia, pelos seus cientistas. A gente nem sabia que a tecnologia do celular é uma tecnologia desenvolvida por um português. Eu fiquei sabendo e muito mais que isto. Vamos ao incrível Rodrigo Leão... ui! Que músico, que personalidade, que extravagância musical! Um de seus álbuns, o Cinema, foi considerado pelo editor da revista americana Billboard um dos melhores discos editados nesse ano. Ele não é apenas muito bom, ele universaliza a música. Em cada álbum lançado há presença de músicas com letras em português, em espanhol, em russo, em ingles, em frances. Sendo que o português é tanto o de Portugal quanto o do Brasil. E mais, ele convida intérpretes destes países. Sua música tem o tom erudito. Suas intérpretes são notáveis, como Ana Vieira cuja voz me deslumbra e a mulher que toca acordeão, um show a parte, falo de Celina da Piedade! Ambas um talento para serem apreciados, portanto, ai estão, enjoy! Agora, assistam este magnifico vídeo com Ave Mundi! Se você quiser assitir uma pequena entrevista de Rodrigo Leão ai está o link No próximo post falarei de outros expoentes da Música Portuguesa...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Portugal Bela e Gloriosamente Histórica

música : Espelhos Autor : Rodrigo Leão Álbum : Alma Mater

Vídeo: Carioca Praieira Cá pra nós, eu e a maioria do povo brasileiro não sabemos lhufas da grandeza cultural de nossos descobridores. Uops, eu to aprendendo um pouquinho com minha amada. Ela tem-me ciceroniado pelas belas artes portuguesas em todos os sentidos: Históricas, gastronômicas, vinícolas, artísticas e naturais. Caramba, nossa cultura é por demais americanizada, fala sério! Como se diz por lá: “Até causa impressão!” O máximo que nos chega são alguns fados, Amália Rodrigues, Dulce Pontes, Madredeus! E no futebol o grande Euzébio! E alguns nomes da literatura portuguesa, ui que me faz perder o fôlego. Putz, a gente conhece a história de Abrahan Lincon, dos presidentes todos americanos, da cultura americana, do cinema americano, todos os cantores, grupos de rock, bandas, etc. Literatura americana então...Mas de Portugal? Necas de pitibiriba! Então, a maravilhosa Amália Rodrigues trouxe, como grande embaixatriz que foi e é, o fado magnífico! Dulce Pontes, grande voz, grande intérprete, por cá esteve e fez-se silêncio ao cantar! Madredeus veio pela mini série global. E paramos por ai! Bom, eu resolvi elaborar uma série neste blog, nem tão lido assim, sobre algumas belezas que minha amada me apresentou das grandiosas: culturas, histórias e artes Portuguesas. Desculpem-me a pretensão, pois ao desconhecermos tanto deste Portugal lindo, quem perde somos nós! Mas por acaso alguém aqui conhece a fabulosa Marisa? A voz incrível de Ana Moura? São fadistas da atualidade, grandes sucessos internacionais. E as belezas naturais deste país que é um dos mais antigos da Europa? O Algarve, o Alentejo, as Beiras, o Minho, entre outras? Tantas regiões deslumbrantes em sua cultura, em sua história, em sua natureza. Cada região tem uma arquitetura própria, com características belas. E os estilos arquitetônicos históricos como o Manuelino, um delicada transição entre o gótico e o renascimento, e a arquitetura Pombalina em Lisboa? Pisar em Portugal é pisar em 1.200 anos de história e nem estou a falar dos celtas ou dos primórdios de uma região! Mas sim de história, de nação. Cada pedaço de Portugal é um monumento histórico! E falar disso eu cá não me atrevo! Sei alguma coisa sim, mas é tão grandioso que não caberia neste minúsculo blog. Falar de um Portugal, nação de aguerridos cavaleiros templários, da construção de uma soberania iniciada com um cavaleiro da Ordem de Cristo (tomou este nome para fugir a perseguição da igreja e do papa), que em algumas centenas de anos tornou a nação mais poderosa da face da terra, e que foi quase, inteiramente, destruída em 1755 por um terremoto seguido de um tsumani e logo depois reconstruída tendo a frente desta o Marques de Pombal. Tudo bem que nós os brasileiros temos uma diferença com esse tal, mas cá pra nós, o Brasil era uma colônia portuguesa né? Este Marques de Pombal foi danado, bem, que eu saiba foi o primeiro no mundo a declarar que o estado era laico e botou os padres pra correr do poder. Terminou com a perseguição aos cristãos-novos e fez frente cerrada à inquisição, em detrimento de não acabar com ela. Alem disso o Leão renovou o conceito arquitetônico de Portugal ao reconstruir Lisboa com o estilo que se conhece hoje como “arquitetura Pombalina”. Um homem a frente de seu tempo, de fato, pois mandou abrir largas avenidas, tão largas que lhe perguntaram para que tão grande, ao que ele respondeu: “Tempo virá que se tornará pequena”. O terremoto de 1755, estima-se, atingiu a magnitude 9 na escala Richter. Seguido de um tsunami. E fez aproximadamente 40 mil mortos. Foi o mais mortífero e destruidor terremoto que se tem noticia. O Marques de Pombal disse: "E agora? Enterram-se os mortos e alimentam-se os vivos" Impedindo assim que a peste se alastrasse! Inabalável, este incrível estadista enviou às vilas emissários com um questionário para saber alguns detalhes que antecederam o terremoto tais como: Os cães ficaram agitados? a água do poço subiu ou desceu? os pássaros...etc. Assim esta reconstrução de eventos marcam o nascimento da ciência que hoje chamamos de sismologia. Ta, tudo bem, ele era um déspota, absolutista, mas fez muito por aquele Portugal! Inclusive economicamente! Bom, por hoje chega, e eu ia falar da arte, da música e fiquei no Marques. Isso porque não entrei no meu amado Infante Dom Henrique aquele, que tem uma echarpe displicente, mas elegantemente, lançada ao redor do pescoço (hehehehehe)! Ahhh e nem falei também do grande Dom Afonso Henriques o monarca que deu inicio a nação Portuguesa. É que eu fico assim, entusiasmada, com esta história que me diz respeito! Mas o próximo post será para apresentar alguns dos magníficos compositores e artistas portugueses, a começar pelo Rodrigo Leão. Até a próxima e deixo aqui dois vídeos com fotos que tirei de minhas passagens por lá, sempre conduzida por minha amada Duca. Fonte: wikipedia e outros sites da net Música : Ascenção Autor : Rodrigo Leão Intérprete: Ângela Silva

Vídeo: Carioca Praieira

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Este blog está de luto!

Eu estou triste! O mundo, na verdade está mais pobre e mais triste! A Diva Duse Naccarati partiu! A Dama do teatro Brasileiro! Como Carlitos, que ela tanto amava, ela sacudiu o corpo, rodou a begalinha e foi caminhar em direção ao sol, a buscar o horizonte. Minha amiga. Minha primeira mulher. Meu primeiro amor. Aquela que me ensinou a amar desavergonhadamente, me ensinou a expressar o amor de maneira simples, sincera e sem reservas. Falar de Duse é falar de amor. Amor pelos amigos, a tal ponto que era anjo da guarda de muitos. Eu presenciei Duse fazendo coisas pelos amigos que me deixava estupefata, tamanha generosidade e amor naquela pequena mulher. Sim, uma pequena mulher, franzina mas que se agigantava nos palcos. Esbanjava talento, cultura, pura emoção. Na minha opinião, a maior atriz que já conheci! Eu adorava ve-la nos palcos! Ui! Chorava de emoção com tal talento!Mesmo nas comédias. Aliás este era outro dom desta musa: Ela nos fazia rir como ninguém. Eu passei sete anos de minha vida ao lado dela, e durante sete anos ria e ria…Esta era a grande marca de Duse, rir de si mesma e da vida! Foi ela a criadora de várias tendências e muitos termos que hoje se tornaram termos tão populares como “tiete”, “ Deu Elza”, “ a humanidade não presta”. Sempre a falar da humanidade às gargalhadas! Duse me ensinou a amar e também a rir da vida quando ela nos prega umas peças. Ela me dizia: “Guru não leve tão a sério assim, vamos rir, o riso lava nossa alma, mais que as lágrimas!” E eu treinava isso, rindo aos soluços, como faço, exatamente, neste momento, minha querida! Choro porque você se foi e sorrio pois sei que você vai infernizar o paraíso! Gargalho em saber que o outro lado do véu nunca mais será o mesmo, pois você o adentrou com a sua magnifica maneira de viver, sua forma anárquica de se relacionar com a seriedade! Adeus minha amiga ,adeus meu primeiro amor, adeus minha querida rainha, soberana dos palcos e da vida de muitos que tiveram a honra de partilhar suas vidas com você, tal qual eu! Tenho certeza que um dia nos re-encontraremos e daremos boas risadas como sempre. Até lá, receba minha gratidão pelo muito que me ensinou.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Saudades

O coração em suspenso, tal qual meu corpo no vôo. A saudade que aperta, mói, chora a alma. E quando as palavras não brotam, não me parecem adequadas, peço licença e falo de tanto tempo longe de ti, pelas palavras de Florbela Espanca: Aonde?… Ando a chamar por ti, demente, alucinada, Aonde estás, amor? Aonde… aonde… aonde?… O eco ao pé de mim segreda… desgraçada… E só a voz do eco, irônica, responde! Estendo os braços meus! Chamo por ti ainda! O vento, aos meus ouvidos, soluça a murmurar; Parece a tua voz, a tua voz tão linda Cantando como um rio banhado de luar! Eu grito a minha dor, a minha dor intensa! Esta saudade enorme, esta saudade imensa! E Só a voz do eco à minha voz responde… Em gritos, a chorar, soluço o nome teu E grito ao mar, à terra, ao puro azul do céu: Aonde estás, amor? Aonde… aonde… aonde?… Florbela Espanca - Trocando olhares - 08/07/1916 Em algumas horas estarei a teu lado, amor, nesta Lisboa linda. Vídeo: Cariocapraieira Música: Lisboa Antiga Intérprete: Amália Rodrigues Fotos: Algumas da net e outras tantas de Cariocapraieira

sábado, 11 de julho de 2009

Copacabana 117 anos

(Antes) (Depois) Bom, se considerarmos com o nome Copacabana, sim, de fato, são 117 anos desta que sempre foi a “Princesinha do Mar”. Mas, é preciso que se diga, esta praia sempre foi mesmo dos Tamoios. Os Tamoios eram os senhores de todo o estado do Rio de Janeiro. Era uma das tribos da grande nação Tupinambás Nação esta que dominava todo o litoral brasileiro. Foi esta nação que recebeu Pedro Álvares Cabral. E é desta nação, mais precisamente, dos Tamoios, que eu descendo. Pois Copacabana tem uma história, nem sempre bela, mas nós cariocas, somos um povo alegre e sem rancores. Portanto decidi não escrever esta parte. Sim pois isto é passado e passado está lá, nas profundezas do tempo. Os cariocas transformam sempre tudo em alegria, beleza e o faz entre sorrisos e simpatias. Copacabana é linda, alegre, gostosa de se viver e possui uma aura de beleza, de poesia, de cultura. Muitos não sabem, mas a Bossa Nova nasceu aqui, aliás, bem na rua em que moro. Num local chamado “Beco das Garrafas”. Este nome se deve ao seguinte: os intelectuais, músicos, boêmios, ali se reuniam e os moradores jogavam-lhe garrafas por causa do barulho que se estendia até a madrugada. Mas foi bem ali que lindas canções foram criadas e os grandes talentos da musica brasileira cantaram. . Copacabana hoje é uma cidade dentro de uma cidade. Conta com uma população em torno de 150 mil habitantes. Putz! A gente se dá conta desta densidade populacional nas tardes de verão ao sair à rua! Nestas areias gostosas eu caminho todos os dias, nesta água, oceanicamente azul, eu me banho, sob este céu eu aguardo o tempo em que farei isto de mãos dadas com minha amada. Eu, descendente Tamoia aguardo uma portuguesa que, como seu ascendente, ancorou em minhas plagas, colonizou meu coração e fez de mim sua eterna cativa!