sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Hoje

O dia se fez de acordo, luminoso, ameno, éramos saudadas!
O azul da bela túnica no contraste do branco, simplicidade!
Trajeto claro, gostoso embalar de um comboio.
A entourage familiar, presente, companhias ancestrais do amor.
As guardiãs testemunhas delicadas e generosas aguardam-nos.
E eis a amiga querida a oferecer-nos cores em flor. Presença leal!
O Selo em compromisso dos homens se faz o que antes selado estava em compromisso de Amor.
Bem hajas, matéria legal Portuguesa que nos faz honras!
Casamo-nos!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Brasil, mostra a tua cara!


O Brasil é um país de muitos contrastes, de muitas injustiças e a laicidade do Estado ainda está por se fazer na prática.
Então, temos algumas noticias de pessoas públicas a se declararem “unidas” de forma “estável”.  O que merece todo meu respeito, já que , primeiro tratam-se de figuras públicas como Adriana Calcanhoto e a Suzana de Moraes, segundo que esta é a forma “legal” de usufruirmos alguns privilégios, enquanto casal, previsto em lei. 
Mas atenção, muita atenção, continuamos impedidas, de realmente, exercermos nosso direito inalienável, pela Constituição Brasileira, onde somos todos iguais perante a lei e portanto, enquanto Homosseuxuais, sermos amparadas pela legislação do casamento civil. 
O que é uma vergonha para um país cujas nações vizinhas nos dão uma lição de civismo e de Direitos Humanos consumados no que diz respeito à população LGBT.
Esta diferença entre Declaração de União Estável, que é uma união informal e o Casamento Civil é abissal, para um melhor entendimento, recomendo a leitura deste ótimo post do blog Direitos Fundamentais LGBT
Fica aqui o alerta neste momento de mudarmos o legislativo face às eleições de 2010.
Enquanto isto, os casais homossexuais brasileiros vivem seu amor do jeito que dá, sem o amparo legal em suas uniões, mas com a certeza de que:
O Nosso Amor vai rolar
O nosso amor não vai parar de rolar
De fugir e seguir como um rio
Como uma pedra que divide o rio
Me diga coisas bonitas
O nosso amor não vai olhar para trás
Desencantar, nem ser tema de livro
A vida inteira eu quis um verso simples
Pra transformar o que eu digo
Rimas fáceis, calafrios
Fura o dedo, faz um pacto comigo
Num segundo teu no meu
Por um segundo MAIS FELIZ !! ( Adriana Calcanhoto)

Eis aqui um pouco de Suzana de Moraes, cineasta e, como o sobrenome diz, filha de Vinicius.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

EGO O FALSO CENTRO

Peço licença para aqui colocar algumas palavras que não me pertencem, mas que me fazem refletir.
Há muito conheço o autor destas idéias, destas tão claras formas de explicar algo e que fazem muito sentido para mim.
Vivemos momentos de muitas incertezas, de muitos medos e olhamos estarrecid@s para as notícias.Muitas explicações, plausíveis sem dúvida, mas que não satisfazem-nos intimamente.
Acho que tod@s nós precisamos fazer um "coming out" intimo.Ou seja tornar-se e mostrar-se como se é Verdadeiramente! Isto significa expandir a consciência! Perceber, discernir entre a ilusão e a Verdade.
Assim que compartilho este texto e no final falo um pouco sobre seu autor.
"O primeiro ponto a ser compreendido é o ego. Uma criança nasce sem qualquer conhecimento, sem qualquer consciência de seu próprio eu. E quando uma criança nasce, a primeira coisa da qual ela se torna consciente não é ela mesma; a primeira coisa da qual ela se torna consciente é o outro. Isso é natural, porque os olhos se abrem para fora, as mãos tocam os outros, os ouvidos escutam os outros, a língua saboreia a comida e o nariz cheira o exterior. Todos esses sentidos abrem-se para fora. O nascimento é isso. Nascimento significa vir a esse mundo: o mundo exterior. Assim, quando uma criança nasce, ela nasce nesse mundo. Ela abre os olhos e vê os outros. O outro significa o tu. Ela primeiro se torna consciente da mãe. Então, pouco a pouco, ela se torna consciente de seu próprio corpo. Esse também é o 'outro', também pertence ao mundo. Ela está com fome e passa a sentir o corpo; quando sua necessidade é satisfeita, ela esquece o corpo. É dessa maneira que a criança cresce. Primeiro ela se torna consciente do você, do tu, do outro, e então, pouco a pouco, contrastando com você, com tu, ela se torna consciente de si mesma. Essa consciência é uma consciência refletida. Ela não está consciente de quem ela é. Ela está simplesmente consciente da mãe e do que ela pensa a seu respeito. Se a mãe sorri, se a mãe aprecia a criança, se diz 'você é bonita', se ela a abraça e a beija, a criança sente-se bem a respeito de si mesma. Assim, um ego começa a nascer. Por meio da apreciação, do amor, do cuidado, ela sente que é boa, ela sente que tem valor, ela sente que tem importância. Um centro está nascendo. Mas esse centro é um centro refletido. Ele não é o ser verdadeiro. A criança não sabe quem ela é; ela simplesmente sabe o que os outros pensam a seu respeito. E esse é o ego: o reflexo, aquilo que os outros pensam. Se ninguém pensa que ela tem alguma utilidade, se ninguém a aprecia, se ninguém lhe sorri, então, também, um ego nasce - um ego doente, triste, rejeitado, como uma ferida, sentindo-se inferior, sem valor. Isso também é ego. Isso também é um reflexo. Primeiro a mãe. A mãe, no início, significa o mundo. Depois os outros se juntarão à mãe, e o mundo irá crescendo. E quanto mais o mundo cresce, mais complexo o ego se torna, porque muitas opiniões dos outros são refletidas. O ego é um fenômeno cumulativo, um subproduto do viver com os outros. Se uma criança vive totalmente sozinha, ela nunca chegará a desenvolver um ego. Mas isso não vai ajudar. Ela permanecerá como um animal. Isso não significa que ela virá a conhecer o seu verdadeiro eu, não. O verdadeiro só pode ser conhecido por meio do falso, portanto, o ego é uma necessidade. Temos que passar por ele. Ele é uma disciplina. O verdadeiro só pode ser conhecido por meio da ilusão. Você não pode conhecer a verdade diretamente. Primeiro você tem que conhecer aquilo que não é verdadeiro. Primeiro você tem que encontrar o falso. Por meio desse encontro, você se torna capaz de conhecer a verdade. Se você conhece o falso como falso, a verdade nascerá em você. O ego é uma necessidade; é uma necessidade social, é um subproduto social. A sociedade significa tudo o que está ao seu redor, não você, mas tudo aquilo que o rodeia. Tudo, menos você, é a sociedade. E todos refletem. Você irá à escola e o professor refletirá quem você é. Você fará amizade com as outras crianças e elas refletirão quem você é. Pouco a pouco, todos estarão adicionando algo ao seu ego, e todos estarão tentando modificá-lo, de modo que você não se torne um problema para a sociedade. Eles não estão interessados em você. Eles estão interessados na sociedade. A sociedade está interessada nela mesma, e é assim que deveria ser. Eles não estão interessados no fato de que você deveria se tornar um conhecedor de si mesmo. Interessa-lhes que você se torne uma peça eficiente no mecanismo da sociedade. Você deveria ajustar-se ao padrão. Assim, estão interessados em dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Ensinam-lhe a moralidade. Moralidade significa dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Se você for imoral, você será sempre um desajustado em um lugar ou outro... Moralidade significa simplesmente que você deve se ajustar à sociedade. Se a sociedade estiver em guerra, a moralidade muda. Se a sociedade estiver em paz, existe uma moralidade diferente. A moralidade é uma política social. É diplomacia. E toda criança deve ser educada de tal forma que ela se ajuste à sociedade; e isso é tudo, porque a sociedade está interessada em membros eficientes. A sociedade não está interessada no fato de que você deveria chegar ao auto-conhecimento. A sociedade cria um ego porque o ego pode ser controlado e manipulado. O eu nunca pode ser controlado e manipulado. Nunca se ouviu dizer que a sociedade estivesse controlando o eu - não é possível. E a criança necessita de um centro; a criança está absolutamente inconsciente de seu próprio centro. A sociedade lhe dá um centro e a criança pouco a pouco fica convencida de que esse é o seu centro, o ego dado pela sociedade. Uma criança volta para casa. Se ela foi o primeiro lugar de sua sala, a família inteira fica feliz. Você a abraça e beija; você a coloca sobre os ombros e começa a dançar e diz 'que linda criança! você é um motivo de orgulho para nós.' Você está dando um ego para ela, um ego sutil. E se a criança chega em casa abatida, fracassada, foi um fiasco na sala - ela não passou de ano ou tirou o último lugar, então ninguém a aprecia e a criança se sente rejeitada. Ela tentará com mais afinco na próxima vez, porque o centro se sente abalado. O ego está sempre abalado, sempre à procura de alimento, de alguém que o aprecie. E é por isso que você está continuamente pedindo atenção. Você obtém dos outros a idéia de quem você é. Não é uma experiência direta. É dos outros que você obtém a idéia de quem você é. Eles modelam o seu centro. Mas esse centro é falso, enquanto que o centro verdadeiro está dentro de você. O centro verdadeiro não é da conta de ninguém. Ninguém o modela. Você vem com ele. Você nasce com ele." (Osho)
Quem foi Osho? Foi um filósofo indiano, reconhecido como um guru, chamado Bhagwan Shree Rajneesh. Jamais escreveu um livro porem mais de uma centena deles foram publicados. Eram seus pensamentos libertários e insólitos, colocados no papel.
Seu ensinamento, sem dúvida, enfatizava bastante a busca da liberdade pessoal e apresentava desprezo pela tradição e autoridade estabelecida.
Esta rebeldia não era sem causa, mas sim um chamado à busca interior, à liberdade do condicionamento e das crenças limitantes. Enfim, um conhecimento do ego e posterior desindentificação para se estabelecer um contato com o Ser, com a Verdade. Aliás é sua a frase: “A liberdade não é uma idéia é uma vivência”.
Nunca foi um moralista, enfatizava a consciência individual e a responsabilidade de cada um por si mesmo. E mais, evidenciava a sociedade inconsciente, manipuladora e escravocrata, cujas consequencias eram a destruição, o medo e o desamor.
Suas palavras incentivam a desconstrução dos dogmas, dos condicionamentos e reconhecem que cada um é seu próprio Buda.
Claro que seria perseguido pela sociedade americana, país em que se estabeleceu. E foi injuriado, difamado, acusado entre outras coisas de favorecer a imigração ilegal. Morreu envenenado numa prisão americana.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Este Brasil de Mil Belezas



Eu tenho a honra e o privilégio de ter tido a oportunidade de conhecer quase todas as capitais brasileiras e também muito de seu interior.
É uma terra espantosa, linda, única!
Assim como seu povo.
É tão bom poder falar de meu povo.Uma gente acolhedora, deliciosamente alegre, simpática e trabalhadora. Puxa, como o brasileiro trabalha!
O turismo brasileiro, é óbvio, está voltado para as belezas naturais. E de cidades como Rio de Janeiro, Natal, Fortaleza, Brasília e outras do porte.
Mas viajar pelo interior do Brasil, conhecer sua gente, sua cultura e suas peculiaridades é o que faz a alma da gente engrandecer com tanta alegria e brota um belo sentimento de orgulho.
Eu conheci bastante o interior brasileiro.Já escarafunchei e andarilhei muito por esse Brasilzão!
Agora vou compartilhar um pouco com os dois únicos leitores deste blog heheheheheheh. O faço com enorme prazer e vaidade.
Então, vou começar mostrando uma linda, histórica e deliciosa cidade mineira. Aliás vou compartilhar com estes dois vídeos, um a mostrar o espírito de seu povo e o outro as belezas naturais assim como um pouquinho da história do lugar, este que se chama:
Itabirito.
Uma linda cidade do século XVIII, claro que surgiu como consequencia da busca do ouro, era um distrito da antiga Vila Rica, hoje Ouro Preto.
Então Itabirito, assim como Ouro Preto e outras cidades, faziam parte das regiões que enriqueceram os cofres portugueses nos séculos enquanto colonia. Claro que logo depois disso, os bifes vieram e tomaram conta de quase tudo. Huuummmm e vamos combinar assim, quase todo ouro brasileiro que veio a constituir-se a riqueza de Portugal foi comercializado com os bifes para a fuga da Familia Real para o Brasil. Mas antes foi a base para a reconstrução de Lisboa pós terremoto de 1755. Mas deixemos de história.
Em Itabirito havia ouro, mas também muito ferro. E foi a ali que se abriu a primeira siderúrgica da America Latina, um feito de Dom Pedro II.
Itabirito logo deixou de ser uma cidade colonial para se tornar uma cidade industrial.
E uma imensa jazida ferrífica. Com um monolito de ematita com mais de 1500 metros, o famoso Pico de Itabirito.
Itabirito tem de especial sua natureza e seu povo.
Um pedaço da alma brasileira que faz comércio com gosto e com inteligência social.
Dá só uma olhada:

Fonte: Net, Wikipédia, Youtube e minhas andanças por ai a fora.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

E assim é!



Este vídeo feito em comemoração aos 50 anos de Brasília fala por si só:
Um mundo bem melhor!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Férias!

Este blog vai entrar de férias.
A Andarilha está a tratar da papelada necessária para se meter num avião, atravessar o Atlântico com destino a Portugal, porque decidimos casar.
Dado que o tempo é curto para tanta papelada e burocracia (os brasileiros aprenderam connosco) este blog vai dar uns passeios pela praia, dar uns mergulhos e apanhar sol.
Até breve.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Brasileira Dilma Rousseff Entra em Campo



Dizem que brasileir@ não nasce, entra em campo.
E aí vai, nossa mais brilhante representante libertária Dilma Rousseff.
Entra em campo com galhardia e candidata à Presidência da Republica no Brasil!
Brava Dilma!
No time da Seleção dos Brasileiros Patróticos Destemidos jogou em todas as linhas:
No ataque, como militante, sofreu várias contusões por tortura. Mas era,também, uma brilhante defesa, de fazer inveja ao Luizão.
De futebol entendo pouco, graças à minha amada, não passo lá muita vergonha.Ela sim, entende como boa Benfiquista.
Tampouco sou boa política, mas de uma coisa eu entendo: De cidadania.
E fui testemunha do quanto esta brasileira destemida serviu à pátria. Impediu muitos goals do adversário  ilegal, criminoso e inconstitucional: O time da ditadura. Atuou com tanta raça que saiu de maca do campo, torturada, difamada, mas era a Estela, camisa 10 da seleção Brasileira.
Exatamente por esta corajosa participação, hoje é difamada com a mesquinha e covarde frase: “Não queremos uma terrorista como presidente do Brasil”. Frase esta que sai da boca da burguesia que apoiou de forma covarde e omissa a Ditadura brasileira por longos 30 anos. A burguesia reacionária que sorria e aquiescia a tortura, o assassinato, a truculência mas sobretudo a invasão estrangeira na economia e no suspiro de alívio que os USA davam em sua paranóia implantada por Joseph McCarthy.
Aqueles que viveram este período sabem muito bem a era obscura e de terror que vivemos. Terror este sim marcados no povo à ferro e fogo nos porões do Dói-Codi, Dops.
Mas, Dilma entrou em campo. Abriu mão de sua vida, de seu conforto, de seu status (que hoje também é usado contra ela) como filha de um imigrante búlgaro bem sucedido para lutar pela democracia, pela liberdade.
Uma mulher lutadora, íntegra, mulher, cuja última batalha foi travada contra um câncer linfático. Como sempre saiu vencedora.
E nosso Brasil, pela primeira vez na história terá duas grandes mulheres como candidatas à Presidência: A Marina pelo PV e Dilma pelo PT.
Então, num país machista por excelência temos estas mulheres.
Eu, sou mais Dilma, não só pela sua trajetória mas sobretudo por sua postura clara e destemida como mulher que chega à Casa Civil e atua com mestria, enfrentado com muita coragem  a egemonia machista e respondendo na medida às provocações com este tipo de resposta:
“… eu acho interessante o fato de que a mulher, quando ela exerce um cargo com alguma autoridade, sempre é tachada de dura, rígida, dama de ferro ou qualquer coisa similar. E eu acho isso, de fato, um estereótipo.É um padrão, uma camisa de força que tentam enquadrar em nós mulheres.
Vambora Dilma, faz mais um goal libertário para nós!