Este vídeo nos dá uma visão do que rola pelo mundo econômico e sua escravidão perniciosa, assim como os condicionamentos que engolimos vida a fora.
Temos um sistema de crença e condicionamentos tremendos que nos fazem acreditar que mudamos. Que o mundo evolui.
Porem continuamos escravos do sistema, de suas determinações como sendo a única verdade que há.
É necessário perceber e conscientizar novas formas de estar, onde somos de fato livres.
A mudança jamais estará no exterior ela passa por uma mudança interna. Onde possamos encontrar nossa real condição de liberdade. Ela está em abandonarmos a idéia de que somos nossos pensamentos, nossa mente ou nossas emoções. Estas são partes ilusórias incentivadas por um sistema corrupto, cruel e diz a você quem você deve acreditar que é.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Eu Adoro Voar
"Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí?
Eu adoro voar!"
Eu adoro voar!"
Texto: Clarice Lispector
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Silêncio, que se vai cantar ...
Para se ouvir este canto, de que falo, há que ser no ritmo de tudo.
Este canto não nos adentra pela audição. É um canto presente, suspenso, sem tempo, uma sinfonia atemporal.
Portanto, estar em meio à confusa dissonância diária, seja do tráfego, da festa que rola estridente, do vizinho que toca alguma coisa, em seu som, aos berros. Da choradeira, dos gritos, não, nada disso impede. É um canto autonomo a qualquer ruído.
É um canto que subjaz à forma, aos pensamentos, às emoções, um canto que se espreita no momento em o pensamento se interrompe e a emoção se defaz:
Quietude interna.
É o canto conhecido...da mente interrompida.
Mente = pensamento+emoção.
Uma operação que nos condiciona.
A soma que nos diminui!
Pensamentos nos conduzem, inexoravelmente, às emoções e a ações, sempre, é claro, reativas ao nosso entorno, e condicionadas por um sistema.
Sistema que nos dita a norma, a forma, a maneira de reagirmos sem que a gente, minimamente, se aperceba disso.
Dizem que o crime perfeito é aquele que jamais soubemos que foi cometido.
O impulso do condicionamento que quando damos por isso...já foi! E nem entendemos muito bem porque foi.
Curioso que tentamos retomar para fazer diferente após criterioso esforço de reflexão. Podemos até fazer diferente, mas sempre baseado nas conclusões disponiveis do nosso pensar. Que por sinal vê, percebe e decide dentro do estabelecido como “natural”,”normal”, e sobretudo “adequado” ao momento.
A pergunta que não quer se calar:
Natural ? Normal ? Adequado? Como assim?
Quem disse?
Quem determinou?
Resposta: Foi a conclusão do meu raciocínio, dos meus pensares...refleti!
Mas esta é uma palavra muito boa: refleti... ...reflexão... Já reparou que a gente usa este termo para falar de nossas conclusões?
E não é que é mesmo um reflexo do que nos ensinaram, nos disseram, nos impulsionaram, nos fizeram crer?
Ok, pô! Ainda podemos dizer que foi baseado em nossas vivências, experiências....etc. Ué, e como as conseguimos? Parece aquelas gaiolinhas de laboratório que o ratinho corre, corre e não sai do lugar.
Pensei, raciocinei, ouvi, li, aprendi, ponderei minhas vivências e tudo isto me remete a uma profunda reflexão.
De fato!
E nós ainda afirmamos que somos soberanos e livres!
É através dos pensamentos que acreditamos que com critério, com análise, fazemos a escolha da ação.
Oh, sim, fazemos....mas não é uma escolha livre. Não é uma escolha que parte de mim mesma, da minha legitimidade como ser, mas sim do que aprendi, vivi e aceitei como sendo assim mesmo.
E isso tudo misturado, torna-se o nosso perceber do mundo e a partir disso, julgamos, condenamos, criticamos, desejamos, acolhemos, dominamos...e somos levados para a emoção “apropriada”.
E... novamente ao que acreditamos ser um livre sentir.
Livre?
Somos como um disco arranhado, que repete, repete, repete sempre as mesmas emoções reativas a determinado evento externo. E formamos nosso conjunto de experiências, catalogadas, inseridas na biblioteca vivencial, emocional e lá deixamos para depois usarmos o racional para consultá-la.
Passamos a vida acreditando que somos livres, que temos liberdade de pensar e de sentir!
Sabe, é ruim perceber que somos enganados, que somos manipulados e que enganamos e manipulamos a nós mesmos.
Poucas vezes fomos de fato livres, estes momentos de livre ser de quando éramos crianças, de quando ainda conseguíamos agir com nosso ser tal qual ele era, inocente.
Mas com certeza absoluta, logo veio alguem para nos dizer que não era assim que uma criança boazinha devia se comportar, ou dizer, ou sentir.
E? Tcham, tcham, tcham ...inexoravel e gradativamente fomos condicionados.
Ao sistema familiar, ao sistema social, ao sistema financeiro, ao certo e ao errado.
Abrimos mão do conhecido para nos tornarmos um reconhecido social, familiar, finaceiro..
Fechamos nossos ouvidos ao nosso canto livre, ao canto conhecido.
Ao canto da soberania.
Da beleza espontânea. Robotizamos-nos e chamamos a isso de personalidade.
Ui! E ainda exaltamos o quão forte, bela e magnifica é nossa personalidade.
Essa que responde de forma eficaz ao que o sistema lhe exige.
Pena que este sucesso personal nos tenha roubado nossa legitimidade e nosso saber quem, verdadeiramente, somos.
Mas nem tudo se perdeu ou está perdido ...
O canto está ai, subjaz à loucura que apreciamos como sendo única realidade: tudo que vejo, toco, ouço e sinto.
O canto ...
Silêncio pois se vai cantar... o soberano som de que há mais para além dos sentidos impostos e condicionados.
sábado, 2 de julho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Plenilúnio de Maio – 17 de maio de 2011 – Apogeu às 07:10hrs Lisboa
As fases da lua impulsionam as marés.
Somos seres constituídos de 70% de água, da-me vontade de rir quando ouço alguem dizer que alguns de nossos estados nada tem a ver com o movimento da lua.
Alem disso, respondemos sem o saber aos arquétipos e o inconsciente coletivo é impulsionado e oferece a forma a estes.
Portanto quer voce acredite ou não temos no plenilúnio de maio ou de touro algo a perceber. Sugiro que fique atent@ a si mesm@, algo do inconsciente pode se expressar a voce.
Lembro alguns pontos importantes relativos a este fato.
De acordo com Jung, o inconsciente individual e coletivo, também é nato. Ou seja é pre-existente ao consciente. Não é estático, antes é dinâmico, trabalha e produz, assim como ajusta a produção existente dos conteúdos ao consciente. O inconsciente pessoal é formado por uma camada mais superficial e sua interação com o consciente não é muito rígida. E é inconsciente por não possuir carga energética forte suficiente para vir ao consciente. É o que constumamos chamar de conteúdos reprimidos no desenvolvimento da personalidade.
O inconsciente coletivo é mais profundo e são os conteúdos herdados da trajetória humana. Neste não há experiências individuais (como o inconsciente pessoal) o conteúdo do inconsciente coletivo necessita de experiências concretas para se expressar. São, por assim dizer, predisposições, é uma camada latente, e comum a todos, vividas, coletivamente, um sem números de vezes. Jung os chamou de arquétipos, ou seja são formas virtuais, que necessitam da experiência real para se tornarem concretas.
Assim ele os descreveu:
“Existem tantos arquétipos quantas as situações típicas da vida. Uma repetição infinita gravou estas experiências em nossa constituição psíquica, não sob a forma de imagens saturadas de conteúdo, mas a princípio somente como formas sem conteúdo que representavam apenas a possibilidade de um certo tipo de percepção e de ação.”
Os arquétipos não são observáveis em si, só podemos percebê-los através das formas que ele proporciona.
Assim os arquétipos estão ligados aos mitos, aos símbolos que estes representam.
O arquétipo de touro: A começar pelo Minotauro: metade homem metade animal e seus desejos incontrolaveis. É o simbolo da virilidade e da luxuria.
O arquétipo lua: É o símbolo do mistério, do inconsciente, do feminino, e tambem do nascer, morrer e renascer. A Lua cheia simboliza o revelar do lado escuro (inconsciente). Sugiro uma leitura do simbolismo de Hécate.
Para finalizar, uma frase de Campbel:
"Dizem que o que todos procuramos é um sentido para a vida. Não penso que seja assim. Penso que o que estamos procurando é uma experiência de estar vivo, de modo que nossas experiências de vida, no plano puramente físico, tenham ressonância no interior de nosso ser e da nossa realidade mais íntimos, de modo que realmente sintamos o enlevo de estar vivo. É disso que se trata, afinal, e é o que essas pistas nos ajudam a procurar dentro de nós mesmos ... mitos são pistas para as potencialidades espirituais da vida humana."
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Meu Brasil!
Nada como ter praia para adorar o sol.
Nada como um futebol para gerar adrenalina e depois pular de alegria.
Nada como ter o povo tomando uma cervejinha no fim do expediente e rindo das merdas que fez.
Nada como ouvir uma bossa nova gostosinha, ou um sambinha dedilhado na caixa de fósforo, assistindo o sol se por e depois, com muita reverência, aplaudir o astro rei pela excelência da praia que nos deu.
Nada como viver a vida sorrindo, mesmo que, num dia de sol magnifico, tenha que se arrumar para o batente. E ir para o trabalho sonhando com o fim de semana que nos aguarda.
Nada como saber que este país sorri sempre.
Descompromissado? Ahhh isso é que não!
Sabe, a gente trabalha sorrindo, mesmo que as coisas não estejam lá muito bem, a gente sorri.
Choramos também, choramos descaradamente quando vemos a vida nos passar uma rasteira daquelas, quando vemos tragédias. Mas, não ficamos só no choro, arregaçamos as mangas e vamos trabalhar, vamos ajudar, somos solidários. E... de repente não é que sai um sorriso? Um sambinha dedilhado?
Dizem que brasileiro não nasce, entra em campo. Para dar um show, não só de bola, de vida!
Muitos acreditam que o Lula levou o Brasil a ser a potencia que é, na beira de ser a 5ª do mundo. Eu digo que sim, tivemos um ótimo líder, uma administrador de nação que fala sério!
Mas foram os milhões de brasileiros que chegam atrasados, que falham na hora marcada e que combinam mas não aparecem no local combinado. Foram os 190 milhões, que, com sorriso na face, o samba no pé, o sonho de seu time ser campeão, foram estes que trabalharam duramente para o Brasil ser o que é hoje:
Um país sério?
Graças a Deus não!!!!
Mas afinal de contas, como estão agora os países sérios?
Temos muito a fazer, sim, temos! Há que ter muita infraestrutura, educação, trabalho social...sem dúvida. Mas sabe de uma coisa? A gente dá conta!
E damos conta com jeitinho que nos é típico.
Sabe qual é o jeitinho?
O sorriso, a alegria e o orgulho de nem sermos tão sérios assim.
MAs não é que no fim dá certo?
MAs não é que no fim dá certo?
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