sexta-feira, 16 de julho de 2010

E assim é!



Este vídeo feito em comemoração aos 50 anos de Brasília fala por si só:
Um mundo bem melhor!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Férias!

Este blog vai entrar de férias.
A Andarilha está a tratar da papelada necessária para se meter num avião, atravessar o Atlântico com destino a Portugal, porque decidimos casar.
Dado que o tempo é curto para tanta papelada e burocracia (os brasileiros aprenderam connosco) este blog vai dar uns passeios pela praia, dar uns mergulhos e apanhar sol.
Até breve.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Brasileira Dilma Rousseff Entra em Campo



Dizem que brasileir@ não nasce, entra em campo.
E aí vai, nossa mais brilhante representante libertária Dilma Rousseff.
Entra em campo com galhardia e candidata à Presidência da Republica no Brasil!
Brava Dilma!
No time da Seleção dos Brasileiros Patróticos Destemidos jogou em todas as linhas:
No ataque, como militante, sofreu várias contusões por tortura. Mas era,também, uma brilhante defesa, de fazer inveja ao Luizão.
De futebol entendo pouco, graças à minha amada, não passo lá muita vergonha.Ela sim, entende como boa Benfiquista.
Tampouco sou boa política, mas de uma coisa eu entendo: De cidadania.
E fui testemunha do quanto esta brasileira destemida serviu à pátria. Impediu muitos goals do adversário  ilegal, criminoso e inconstitucional: O time da ditadura. Atuou com tanta raça que saiu de maca do campo, torturada, difamada, mas era a Estela, camisa 10 da seleção Brasileira.
Exatamente por esta corajosa participação, hoje é difamada com a mesquinha e covarde frase: “Não queremos uma terrorista como presidente do Brasil”. Frase esta que sai da boca da burguesia que apoiou de forma covarde e omissa a Ditadura brasileira por longos 30 anos. A burguesia reacionária que sorria e aquiescia a tortura, o assassinato, a truculência mas sobretudo a invasão estrangeira na economia e no suspiro de alívio que os USA davam em sua paranóia implantada por Joseph McCarthy.
Aqueles que viveram este período sabem muito bem a era obscura e de terror que vivemos. Terror este sim marcados no povo à ferro e fogo nos porões do Dói-Codi, Dops.
Mas, Dilma entrou em campo. Abriu mão de sua vida, de seu conforto, de seu status (que hoje também é usado contra ela) como filha de um imigrante búlgaro bem sucedido para lutar pela democracia, pela liberdade.
Uma mulher lutadora, íntegra, mulher, cuja última batalha foi travada contra um câncer linfático. Como sempre saiu vencedora.
E nosso Brasil, pela primeira vez na história terá duas grandes mulheres como candidatas à Presidência: A Marina pelo PV e Dilma pelo PT.
Então, num país machista por excelência temos estas mulheres.
Eu, sou mais Dilma, não só pela sua trajetória mas sobretudo por sua postura clara e destemida como mulher que chega à Casa Civil e atua com mestria, enfrentado com muita coragem  a egemonia machista e respondendo na medida às provocações com este tipo de resposta:
“… eu acho interessante o fato de que a mulher, quando ela exerce um cargo com alguma autoridade, sempre é tachada de dura, rígida, dama de ferro ou qualquer coisa similar. E eu acho isso, de fato, um estereótipo.É um padrão, uma camisa de força que tentam enquadrar em nós mulheres.
Vambora Dilma, faz mais um goal libertário para nós!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ser o que se é




Ser o que se é não é fácil.
Encontramos muitos os obstáculos para tal.
Entre eles, alguns condicionamentos emocionais como, por exemplo, o medo.
E medo não quer dizer em absoluto falta de coragem. Medo quer dizer simplesmente aquele sentimento que nos deixa fragilizadas por dentro.
Temos coragem para tanto! Temos coragem para enfrentar as adversidades da vida, para enfrentar um perigo iminente.
Somos capazes de atos de grande heroísmo, até mesmo movido pelo próprio medo. E a coragem surge, insuflada, energizada pelo próprio medo.
Mas,... o medo de que falo é mais fundo.
É o medo de nós mesmos.
Medo de algo que não conhecemos muito bem.
Interessante!
Somos uma usina de condicionamentos. Somos capazes de forjar condicionamentos com uma matéria prima adquirida ao longo dos anos seja do sistema, da sociedade, seja religioso... são tantas as origens desta terrível matéria prima.
E nós guardamos estas matérias primas com cuidado e de forma organizada, para que na hora adequada possamos usá-las.
E assim vamos construindo nossas estratégias e armaduras com um único intuito: responder ao externo de forma adequada, esperada e muito bem condicionada. Tudo para proteger-se.
Proteger-se entre outras coisas de ser rejeitada, temos uma necessidade imensa de nos sentirmos parte de alguma coisa, seja lá o que for. Precisamos ser coerente com o esperado. Agir, exatamente, como a situação exige. Seja lá o que isso possa significar para nossa soberania.
Bom, podemos até dizer, “Estou  pouco ligando para o que os outros vão pensar”. “Faço o que acho que deva fazer, não tenho medo de assumir o que penso, sinto ou faço.”
Justamente!
Pois é exatamente disto que falo.
Até o fato de “ser diferente”, “revolucionária”, “espontânea”, “não fazer parte do esquema”, ou o nome que queiramos dar. Tudo isto ainda é não ser aquilo que se é.
E por quê?
Ora, pelo fato de que não é a partir de nossa legítima vontade, ou mesmo verdade. E sim, uma reatividade ao estabelecido. Trocando em miúdos: temos como referência o próprio sistema condicionado, não é a partir de si própria, de seu verdadeiro ser.
Até porque fomos tão condicionados a negá-lo a não considerá-lo, a não vê-lo. A tal ponto, que acreditamos mesmo que ele não existe.
Jung já há muito dizia, nosso self está obscurecido pelo que acreditamos que somos, sem verdadeiramente sabermos quem somos.
Acreditamos que somos tudo que mostramos através de nossa personalidade. E esta foi construída a partir de muitos, muitos condicionamentos.
Reagimos ao externo, com emoções e pensamentos ou mesmo atitudes a partir de nossa personalidade. Ou ego.
E este é o resultado de uma construção lenta e inexorável do que nos foi revelado, mostrado, ensinado, e mesmo imposto ao longo de todos estes anos. E aí estamos nós com tudo que dizemos que somos. Mas somos isso mesmo? Será?
Ou será que somos a construção daquilo que nos moldaram sem nosso consentimento legítimo? 
Somos o resultado de uma imposição. E passamos a vida achando que somos isso.
Tão afastadas de nós mesmas. A ponto de nem gostarmos muito de nós. Ou do resultado apresentado pelos nossos condicionamentos.
Aliás, esta é a primeira conseqüência do afastamento de nós mesmas.
A gente não se ama. Até fingimos que sim, mas, se percebermos nossas reações frente à vida, ao amor e às relações vamos ver que passamos muito ao largo da auto-estima. E quanto a isso eu nem preciso me estender. Cada uma sabe muito bem do que estou a falar.
Então, não nos amamos, não sabemos quem somos, sabemos apenas que somos uma amálgama condicionada que chamamos de personalidade. Se não sabemos de nós, como saber dos outros? Se não nos amamos, como é que amamos os outros?
Amor, vamos falar aqui sem pieguice ou “romancismos” .
O amor é vida! E ela se desenvolve no ventre materno. Mas também é aí que inicia-se o processo do condicionamento. Recebemos toda a carga de nossas mães e dos que a rodeiam, do externo. E recebemos o amor de nossa mãe conforme seu condicionamento e sua capacidade amorosa, assim como de nosso pai. E ao nascermos já estamos muito, mas muito condicionados.
Condicionados, entre outras coisas, a um físico muito frágil e dependente. E mais, já condicionados a perceber que necessitamos de alguma coisa, inclusive de amor para sobreviver. E assim, uma sensação começa a ser incutida em nossa psiquê.
Esta é a primeira crueldade que recebemos do sistema e claro, é um condicionamento: Precisamos receber amor, pois não temos o suficiente, mesmo que seja um mínimo. E temos uma imensa sensação de escassez. Escassez esta que nos seguirá como uma sombra pelo resto de nossas vidas condicionadas.
Esta é a grande mentira que nos é impingida!
E sabe por quê? Não somos carentes de amor, fomos enganadas por toda nossa vida acreditando que devíamos buscar fora de nós algum amor para preencher nossa falsa carência.
Esquecidas de nós e de nosso ser legítimo que é constituído de amor.  
E aí saímos pela vida como mendigas de amor. Fazendo qualquer coisa por um punhado de amor e de reconhecimentos, de aplausos para sentirmos que valemos alguma coisa.
E quando ficamos, por exemplo, desempregadas, sem recursos financeiros, sentimos que somos o coco do cavalo do bandido. Entramos em depressão.
Ora, o sistema nos faz assim:
Valemos pelo que pesamos em recursos financeiros. Ou mesmo nos parcos recursos que recebemos por toda uma vida de formação, seja acadêmica ou profissional.
E se não temos isso? Lá vem tristezas, depressões, etc.
O mesmo se dá quando acabamos uma relação afetiva. Quando alguém parte parece que leva um pedaço de nós, e temos a sensação de que ficamos quase sem alma. Pois colocamos na outra pessoa a responsabilidade de sermos felizes. Desencontradas que estamos de nós mesmos!
E um medo imenso se estabelece.
Gastamos uma enormidade de recursos em terapias para rastrear quem somos, para melhorar nossos relacionamentos, nossa forma de viver, de reagir às situações que nos apresentam. Tudo porque não sabemos quem somos.
E como ser o que se é, se não sabemos o que somos?
Desconstruir estes condicionamentos demanda uma tremenda coragem e confiança.
Confiança de que por baixo dos escombros daquilo que julgávamos que éramos há uma verdade, há um nós mesmas inteiramente desconhecidas!
Buscamos a verdade sempre na referência externa, mas a verdade sempre esteve em nós mesmos.
Em cada um de nós há um ser soberano.
Um ser que é o único responsável pela nossa vida e sobrevivência em meio a tantas ilusões, a tantas falsas personalidades que até então acreditávamos serem verdadeiras.
Dêem o nome que quiserem, mas este é nosso verdadeiro ser.
Um ser soberano, amante, incorruptível em seu amor, cuja magnificência sequer supomos.
Encontrá-lo é uma urgência.

domingo, 30 de maio de 2010

Quando Tudo se Desfaz II


A impermanência das coisas nos coloca em uma sensação de que tudo se desfaz.
É difícil lidar com esta lei. Já o fiz uma vez.
Esta composição de Calcanhoto é perfeita.
Assim é. 
Metade
Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim...
Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio
Onde será
Que você está agora?
(Adriana Calcanhoto)
Vídeo: Carioca Praieira
Fotos: Algumas da net
Música: Adriana Calcanhoto - Metade

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Vibração

Vibração é definida como o movimento de oscilação em torno de um ponto.
Então, temos vibração mecânica, sonora, de luz etc.
A vibração é, também, um dos pressupostos para a vida.
Isto, porque, é pelo movimento das moléculas e multiplicação das células que se processa a vida. Ora isto é movimento e assim vibração.
Existem diversas tecnologias para se mensurar vibrações, incluso, as ondas cerebrais, os movimentos cerebrais, mentais, ligados ao sono, etc.
Nós temos mecanismos internos que também mensuram ou “sentem” a vibração. Por exemplo, sentimos a vibração do som a bater em nosso corpo quando estamos próximos a uma enorme caixa de som. Vibração tão forte que desloca o ar e nosso corpo o sente, além de nossos ouvidos ficarem, momentaneamente, com apitos ou mesmo ficarmos surdos por um período.
Também existem vibrações sutis que nos chegam. Eu já percebi, por diversas vezes, a vibração dos sentimentos e emoções de minha amada. Acho que muitas pessoas também já o sentiram.
Também sentimos as sutis vibrações da natureza e sutilmente vibramos ao contemplarmos sua majestade e beleza.
E outras vibrações que sentimos quando, por exemplo, estamos junto a determinadas pessoas e nos afastamos ou aproximamos delas sem, por vezes, sabermos a razão porque isso nos acontece.
No Universo, existe uma matéria ou energia a respeito da qual os cientistas nada conhecem ou conhecem muito pouco e que denominaram de matéria escura ou energia escura. Ela não pode ser vista ou mesmo identificada mas somente percebida através dos efeitos gravitacionais dos planetas e estrelas.
Achei tão instigante!
E, pasmem, esta energia constitui 73% do Universo que conhecemos!
Hummmm então isso significa que essa energia ou matéria escura também está em nosso pequenino planeta e em nós, sabe-se lá fazendo o que!
Então, sendo assim, me parece que tudo é constituído de vibrações. Claro que tem a ver com as constituições bio-químicas e naturalmente com o movimento dos elétrons.
Uma coisa interessante é que os elétrons e seus movimentos fornecem a forma do objeto, mais sólido ou mais maleável, assim como o seu estado. Coisas que físicos, químicos e outros cientistas conhecem muito bem. Todas obedecem a leis, leis que conseguimos decifrar e formar conceitos.
E aquelas que não deciframos ainda? E os conceitos que ainda não foram sistematizados e que nos cercam?
As diversas áreas científicas vão evoluindo na explicação do que antes era inexplicável, mas muitos outros fenômenos e até situações, ainda estão, como direi, no ar!
Sim no ar mesmo.
Alguns deles sentimos, percebemos, mas não conseguimos ainda explicar ou sistematizar cientificamente.
A propósito, não quero aqui, em absoluto, trazer alguma mirabolante teoria mas apenas refletir sobre algumas delas, como a que está no vídeo acima. Uma área da matemática muito interessante.
Estamos muito dentro do sistema científico acadêmico e muito condicionados a escarnecer ou mesmo desconsiderar o que ainda é mistério. Porém, algumas percepções, explicações ou reflexões ultrapassam o academicismo.
"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original."
"A imaginação é mais importante que o conhecimento."
"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta."
Albert Einstein

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O Externo é um Reflexo de Nós Mesmos

Este post tem como base o texto que recebi através de um PPS e que transcrevi no post abaixo.

É importante, para um melhor entendimento deste, que você leia o post anterior logo abaixo deste.

O texto, que transcrevi no post abaixo, mostra e descreve de forma muito objetiva o sistema a que estamos presos.

Aliás, faço uma correção, não é um sistema e sim uma “matriz”, e explico porque: Sistema é um conjunto de elementos interconectados, de modo a formar um todo organizado. Matriz é um modelo que dá origem à cópias. Ou seja, é de uma matriz que o sistema se forma.

E que matriz é esta que dá origem ao sistema que vivemos? Uma matriz formada e mantida pela energia do coletivo, que reforça o sistema.

Trocando em miúdos, o sistema é mantido por nossa participação nele, mas não por estarmos nele. O fato de se estar dentro de um sistema não necessariamente significa que estejamos participando dele.

E como é que podemos trabalhar, receber, pagar, gerar recursos dentro do sistema e não ser co-partícipe? Não gerando energia para reabastece-lo.

E que energias são estas?

A nossa própria energia, aquela que emitimos pelos nossos pensamentos, nossas emoções. Tudo por puro condicionamento, por crenças limitantes e por estarmos sempre a reagir a algo e não a apenas agir.

O que está acontecendo agora é uma imensa desconstrução e a vemos todos os dias. Não apenas pelos noticiários, mas também em nossa vidas quotidianas, em nossa família, em nós próprios.

Quer ver como isso é assim? Eu lhe pergunto, quantas coisas de você, que você procurava esconder, ou mesmo não ver, estão agora bem à sua frente e não mais é possível negá-las? O mesmo ocorre com o sistema, com as mentiras, com as crueldades do sistema, com as manipulações que outrora funcionavam e, que, somente uns poucos percebiam e tinham consciência.

Agora estas situações vem "ao de cima". Agora nada mais as encobre. Está tudo escancarando-se.

E por que? Porque a matriz, esta velha e aprisionante matriz, está se dissolvendo e a Verdade se mostra enquanto a ilusão se autodestrói.

Explicando melhor:

Tudo que existe é energia. Nosso corpo é constituído de células e, estas de átomos e estes promovem energia. Nossos sentimentos são energias, assim como nossas emoções, e o mesmo se dá com as palavras que proferimos. E é este conjunto que impulsiona nossa ação e nossa atitude. A energia está à nossa volta, dentro de nós. Tudo é energia! E cada um destes elementos está interligado, pois as energias são interconectadas umas às outras.

Exatamente por isto existe uma energia que Jung denominou inconsciente coletivo, que é formado por cada um de nós, como uma grande teia de energia.

E como ela se forma? Pelas vibrações de nossas energias. Pelas vibrações que emanamos consciente ou inconscientemente. E são essas emanações, essas vibrações de energia que alimentam o sistema, com o comando da matriz.

Nós somos condicionados desde que nascemos a aceitar, introjetar e a tornarmo-nos um micro-sistema a partir da matriz que conduz o macro-sistema seja ele social, econômico, financeiro, político, filosófico, o que for. E estes condicionamentos nos foram incentivados pelos nossos pais e por outras pessoas e, estes, o foram pelos seus pais, numa sucessiva teia ascendente e descendente de condicionamentos.

É bem verdade que de geração em geração algumas coisas se modificam, mas sempre dentro do sistema.

E quando alguém ousa proferir algo fora do sistema é silenciado, desacreditado, zombado ou mesmo aprisionado e morto.

Muitos o fizeram e pagaram um preço muito alto por tal coragem.

Bom, algo está a ocorrer nestes tempos, um pouco diferente do que antes, algo se processa, o sistema já foi enfrentado algumas vezes, inclusive o vivemos na década de 60 e 70. Mas logo trataram de esmagar estes movimentos. E o fizeram!

Mas neste novo milênio, nestes tempos do agora, o que acontece?

Mais pessoas, muitas mais que nas décadas passadas, estão com suas consciências mais expandidas. Percebem que, de fato, o sistema escraviza, manipula, domina e exerce seu poder de forma gananciosa, sem se importar com o próprio ser humano. Afinal de contas o que importa é o que se ganha com isso.

Todas as vezes que usamos da força ou da oposição ao sistema, este prevaleceu, pois a força utilizada gerava a mesma força em sentido contrário e muito mais poderosa.

Claro, vivemos em um mundo dual. Então, quanto mais eu brigo com o sistema, mais ele se fortalece. Assim tem sido.

Ora, tomar consciência do sistema, mas cruzar os braços e nada fazer, ou lutar contra o sistema, tem sido a norma praticada. Porém, nada fazer ou lutar por uma causa dentro do sistema, sempre o favoreceu. E, neste, o ser humano nunca é respeitado per si.

Será que já não é hora de parar e refletir que uma nova forma, que não seja antagônica, que não seja de confronto e de luta pode ser eficaz? Uma forma absolutamente fora do sistema?

Então, vejamos, se o coletivo é um somatório de muitos indivíduos e o inconsciente coletivo é formado por cada individuo, que tal eu, ao invés de querer mudar o coletivo, começar por mudar a mim mesma?

Se tudo que há por aí tem a minha contribuição de alguma maneira, é porque o que está por aí reflete exatamente o que tenho em mim. A energia de fora tem a ver com a energia que eu produzo, aliás é a mesma!

Assim, pode-se dizer que a nossa contribuição com aquilo que mais criticamos, mais rejeitamos seja a guerra, a fome, a miséria, a tirania, o roubo, as injustiças, as mortes, as atrocidades cometidas, são um reflexo do que eu emano como energia.

E como eu faço isto? Como vibro nesta sintonia e reforço o sistema? Em cada pensamento negativo, em cada sentimento de ódio, de inveja, de ira, de ciúme, de desamor por mim mesma e pelos outros, de ressentimento, etc. (a lista é interminável).

Bom, talvez se eu começar a me ver com mais honestidade, eu possa perceber que esta é uma afirmação coerente. Como está sua vida no externo? Observe que ela reflete seu interior.

Posso então me responsabilizar na observação de mim mesma, de minhas crenças, de meus pensamentos, das palavras que profiro, daquilo que faço e perceber que o próprio sistema me encorajou a não me ver, a não me honrar, a não acreditar em mim, a sempre achar que se algo está errado, a errada sou eu. Sou eu que não consegui manter meu emprego, ou minha relação afetiva. Que não sou digna de ser amada, que não mereço nada de bom e não acredito na vida.

É isso que o sistema de crenças e do que pensamos sobre nós mesmos, de nossos sentimentos por nós mesmos, nos faz acreditar e gera uma grande energia de medo, de insegurança, de frustração, etc.

Mas porque o sistema faz isto? Para que, continuamente, emitamos estas energias pois são elas que alimentam a matriz.

Assim, penso que muito mais produtivo do que boicotar o sistema, querer limpar o sistema, querer mudar o sistema com um outro sistema ou mesmo com uns indicativos fora do sistema, muito mais eficaz, é deixa-lo morrer de inanição, sem alimentá-lo.

Se a premissa de que tudo é energia é real e de que a matriz e o sistema são alimentados por nós, não por estarmos nele, mas por participarmos dele com nossas energias equivocadas, então podemos dizer que este sistema e esta matriz podem ser dissolvidos por falta de energia que os sustenham.

As energias podem ser modificadas e mudadas em sua origem, ou seja, em nós mesmos. Podem ser transmutadas. Podem ser, digamos, limpas.

Para tanto, é preciso que façamos uma faxina, primeiro em nós mesmos, em nossos pensamentos limitantes, em nossas crenças tirânicas e em nossas emoções de baixa frequência vibratória.

Deixemos de baixaria. É possível trocar estas por: Amor por nós mesmos. Compaixão. Perdão.

E é exatamente isto que muitos, mas mesmo muitos, entre nós, estão fazendo.

Por isto a matriz está se dissolvendo. E temos ajuda, temos mesmo!

Temos ajuda de muitos seres de amor, de profunda compaixão e de total ausência de julgamento a nos incentivarem a ver quem verdadeiramente somos: Seres de Amor, de Alegria, de Verdade. O resto é mentira e ilusão criada para nos dividir, para nos manter na teia do sistema.

O resultado deste encontro consigo mesmo, o deixar ir as velhas crenças e os sentimentos de desamor, começam a fazer a grande diferença: Trocamos nossa sintonia de uma matriz velha, cruel e manipuladora e iniciamos a construção energética de outra matriz.

Isto é o mesmo que trocar meia dúzia por seis? Claro que não. Ao falar de trocar o abastecimento energético de uma matriz para outra, na pior das hipóteses significa que a matriz velha se desfaz, se desconstrói, se dissolve e uma outra diferente, mais justa, amorosa, próspera e abundante para todos, se inicia.

Exatamente um reflexo do amor, da bondade, da ternura, da abundância, do compartilhar e do cooperar que possuímos em nós e que somos nós!